A modernização do comércio exterior brasileiro avançou de forma significativa nos últimos anos. A implementação da DUIMP (Declaração Única de Importação), a reestruturação dos LPCOs (Licenças, Permissões, Certificados e Outros) e a criação do Catálogo de Produtos representam uma transformação estrutural no modo como as importações são registradas, controladas e processadas no Brasil.
No entanto, o que se observa na prática é um cenário bem diferente do que prevê a teoria: empresas paralisadas na organização do Catálogo de Produtos, equipes sobrecarregadas tentando compreender as novas exigências da DUIMP, e operações travadas por inconsistências na gestão dos LPCOs. A mudança chegou — mas a adaptação ainda está em curso.
Neste artigo, explicamos o que é o Novo Processo de Importação, quais são os principais desafios enfrentados pelas empresas importadoras e como é possível atravessar essa transição com segurança e eficiência.
O que é o Novo Processo de Importação?
O Novo Processo de Importação é uma iniciativa da Receita Federal do Brasil, no âmbito do Programa Portal Único do Comércio Exterior (Pucomex), que visa digitalizar, simplificar e integrar todas as etapas do processo de importação em um único ambiente informatizado.
Os três pilares dessa transformação são:
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DUIMP — Declaração Única de Importação: substitui a antiga Declaração de Importação (DI) e concentra em um único documento todas as informações logísticas, fiscais e regulatórias da operação.
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Catálogo de Produtos: banco de dados centralizado onde as empresas cadastram e descrevem as mercadorias que importam, com atributos técnicos padronizados exigidos pela Receita Federal.
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LPCOs — Licenças, Permissões, Certificados e Outros: plataforma unificada para a gestão dos documentos exigidos pelos órgãos anuentes nas importações sujeitas a controle especial.
Juntos, esses três elementos formam um ecossistema integrado que promete desburocratizar o comércio exterior — mas que, na prática, exige das empresas um nível de organização, precisão e atualização que muitas ainda não possuem.
Os principais desafios do Novo Processo de Importação
Para as empresas que importam regularmente, a transição para o Novo Processo de Importação trouxe uma série de obstáculos práticos. Abaixo, detalhamos os três mais críticos.
1. A organização do Catálogo de Produtos
O Catálogo de Produtos é o ponto de partida de todo o processo. Antes de registrar uma DUIMP, a empresa precisa ter o produto devidamente cadastrado no sistema com todos os atributos exigidos pela Receita Federal — classificação fiscal, descrição técnica detalhada, unidades de medida, entre outros.
O problema é que esse processo exige rigor técnico e consistência que muitas empresas não têm internamente. Erros de cadastro — como atributos incompletos, classificações fiscais incorretas ou descrições genéricas — geram inconsistências sistêmicas que travam as declarações e provocam retrabalho. Em alguns casos, a operação de importação fica suspensa até que o produto seja corretamente cadastrado.
Para empresas com portfólios amplos de produtos importados, a estruturação do Catálogo pode representar semanas de trabalho técnico — e qualquer erro cometido nessa fase se propaga para todas as declarações subsequentes.
2. O registro da DUIMP
A DUIMP trouxe uma mudança fundamental na lógica do registro de importações. Ao centralizar informações logísticas, fiscais e regulatórias em um único documento, o novo modelo exige uma integração muito maior entre as áreas de comércio exterior, fiscal, logística e tecnologia das empresas.
Na prática, isso significa que qualquer inconsistência entre os dados informados — valores, volumes, classificações, origem da mercadoria — pode travar a liberação da carga. A precisão exigida é significativamente maior do que na DI, e as margens para erros ou ajustes posteriores são reduzidas.
Além disso, a DUIMP introduziu o conceito de declaração antecipada — ou seja, parte das informações precisa ser registrada antes mesmo da chegada da mercadoria ao Brasil, o que exige um fluxo de informações mais ágil e organizado entre importador, exportador e agentes logísticos.
3. A gestão dos LPCOs
Para produtos sujeitos a controle especial — como alimentos, medicamentos, produtos químicos, equipamentos eletroeletrônicos e outros — a importação requer licenças e autorizações prévias de órgãos como ANVISA, MAPA, INMETRO, Exército e outros órgãos anuentes.
Com o Novo Processo de Importação, a gestão desses documentos passou a ser feita de forma centralizada no Portal Único. Isso, em teoria, simplifica o processo — mas exige que as empresas conheçam com precisão quais licenças são necessárias para cada produto, os prazos de cada órgão, as exigências específicas de cada tipo de LPCO e como essas informações se integram à DUIMP.
Uma LPCO ausente ou com informações incorretas pode bloquear integralmente a liberação de uma carga, gerando custos de armazenagem, multas e interrupção na cadeia produtiva.
Por que tantas empresas ainda estão patinando nessa transição?
A resposta é simples: o Novo Processo de Importação exige um nível de maturidade operacional que boa parte das empresas brasileiras ainda está construindo. Os três pilares do novo modelo — Catálogo, DUIMP e LPCO — são interdependentes. Um erro em qualquer um deles afeta os demais.
Somam-se a isso fatores como:
- Falta de equipes internas com domínio técnico sobre o novo sistema
- Sistemas legados que não se integram adequadamente ao Portal Único
- Ausência de processos internos estruturados para garantir a qualidade dos dados
- Atualizações frequentes nas regras e exigências da Receita Federal e dos órgãos anuentes
- Curva de aprendizado elevada para equipes acostumadas ao processo anterior
O resultado prático é o que já se observa no mercado: operações atrasadas, cargas retidas, retrabalho em larga escala e custos imprevistos que impactam diretamente a competitividade das empresas.
Como superar esses desafios: a importância do suporte especializado
Diante desse cenário, fica evidente que enfrentar a transição para o Novo Processo de Importação sem o suporte adequado é um risco que poucas empresas podem se dar ao luxo de correr.
Suporte especializado, nesse contexto, não significa um contato esporádico ou um FAQ atualizado. Significa presença ativa no processo, capacidade de resposta rápida quando surgem problemas, acompanhamento próximo das operações e atualização constante diante das mudanças regulatórias.
As empresas que estão atravessando essa transição com menos turbulência são aquelas que:
- Estruturaram o Catálogo de Produtos com rigor técnico desde o início
- Contam com sistemas integrados ao Portal Único, com monitoramento contínuo
- Possuem processos claros para a gestão preventiva dos LPCOs
- Têm parceiros que conhecem profundamente o novo modelo e atuam de forma proativa
Average Tecnologia: suporte completo para o Novo Processo de Importação
A Average Tecnologia atua como parceira estratégica das empresas nesse processo de transformação. Com expertise consolidada no segmento de comércio exterior e profundo conhecimento das exigências do Novo Processo de Importação, a Average oferece suporte completo em cada uma das etapas críticas.
Estruturação do Catálogo de Produtos
A Average auxilia as empresas na organização e cadastro correto dos produtos no sistema, garantindo consistência técnica, conformidade com as exigências da Receita Federal e rastreabilidade completa para operações futuras.
Condução dos processos de DUIMP
Da preparação dos dados à transmissão das declarações, a Average acompanha cada etapa do registro da DUIMP, assegurando precisão na integração das informações logísticas, fiscais e regulatórias.
Gestão eficiente dos LPCOs
Com acompanhamento próximo das exigências de cada órgão anuente, a Average garante que as licenças, permissões e certificados necessários estejam disponíveis no momento certo — evitando bloqueios, atrasos e não conformidades.
A.M.S. — Application Management Services
Um dos principais diferenciais da Average é o serviço de A.M.S. (Application Management Services): suporte contínuo, monitoramento das operações, correções ágeis e evolução constante dos sistemas. Na prática, isso significa que os clientes da Average contam com um time dedicado a garantir que suas operações funcionem sem interrupções — mesmo diante das frequentes atualizações e mudanças regulatórias do novo modelo.
Mais do que tecnologia, a Average entrega tranquilidade. Enquanto especialistas cuidam da complexidade do novo cenário aduaneiro, as empresas clientes focam no que realmente importa: o crescimento de seus negócios.
Conclusão
O Novo Processo de Importação veio para ficar — e as empresas que demorarem a se adaptar pagarão um preço cada vez mais alto por isso, seja em custos operacionais, seja em perda de competitividade.
A boa notícia é que os desafios são conhecidos e superáveis. Com a estrutura correta, os processos adequados e o suporte especializado certo, é possível não apenas atravessar essa transição — mas sair dela mais organizado, mais eficiente e mais preparado para operar no novo cenário do comércio exterior brasileiro.
Se a sua empresa ainda está enfrentando dificuldades nessa transição, o momento de agir é agora.
Entre em contato com a Average Tecnologia e descubra como podemos apoiar a sua empresa no Novo Processo de Importação.
contato@average.com.br


